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segunda-feira, 5 de março de 2012

Ave-do-paraíso



Como ler uma caixa taxonómicaAves-do-paraíso
Parotia lawesii
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Paradisaeidae
Tribo: Paradisaeini
Géneros
Ver texto
Paradisaeini é uma tribo de aves passeriformes da família Paradisaeidae, com 14 géneros e cerca de 43 espécies das chamadas aves-do-paraíso. A característica mais marcante das aves-do-paraíso é a plumagem exuberante dos machos da maioria das espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. O grupo é típico da Australásia e está presente nas regiões tropicais do Norte da Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As aves-do-paraíso habitam principalmente zonas de floresta tropical e manguezais.
As aves-do-paraíso são aves de pequeno a médio porte, medindo entre 15 a 120 cm de comprimento, incluindo a cauda. As espécies maiores têm dimensões aproximadas a um corvo. O grupo é notório por dimorfismo sexual extremo: as fêmeas têm plumagem monótona, em tons de cinzento e castanho, enquanto que os machos da maioria das espécies são muito coloridos, por vezes em tons contrastantes e/ou iridiscentes, com caudas longas e/ou penas que se destacam na cabeça e pescoço. Há no entanto espécies onde o macho não é ornamentado e é semelhante à fêmea. O bico é curto e forte e adaptado a uma alimentação omnívora, baseada em frutos, folhas e animais como anfíbios, insectos e outros invertebrados.
Os machos das aves-do-paraíso são normalmente solitários, enquanto que as fêmeas vivem em pequenos bandos juntamente com os juvenis. Na época de reprodução, o macho representa uma série de rituais de exibição, com o objectivo de atrair as fêmeas. Estas danças são muito elaboradas e no género Parotia fazem inclusivamente lembrar as danças hula e limbo. Nas maioria das espécies, onde há dimorfismo sexual significativo, a fêmea toma conta da incubação e crias sozinha, mas quando o macho é semelhante em plumagem à fêmea toma também parte nos cuidados parentais. A hibridização é um fenómeno comum dentro deste grupo e resulta em animais com plumagens intermédias, que foram confundidos no passado como espécies próprias.
As plumas das aves-do-paraíso são bastante importantes nas sociedades nativas da Nova Guiné como símbolo de estatuto social. Quando a ilha foi descoberta e explorada por naturalistas europeus, as aves-do-paraíso causaram sensação pelo seu exotismo e diversidade. As plumas tornaram-se num adorno habitual nos chapéus das senhoras das classes média e alta, enquanto que os museus de história natural e coleccionadores privados competiam pelo maior número possível de exemplares taxidermizados. No final do século XIX, princípio do século XX, foram abatidas muitas aves-do-paraíso para estes fins e muitas espécies ficaram à beira da extinção. Hoje em dia o IUCN lista apenas 12 aves-do-paraíso, mas todas as espécies do grupo estão protegidas na Papua-Nova Guiné e Irian Jaya. A importação de plumas de aves-do-paraíso é proibida na maioria dos países.
Paradisaea minor
As aves-do-paraíso foram anteriormente classificadas em família própria, Paradisaeidae.
A espécie Parotia berlepschi, foi descrita no século XIX. Seu nome científico é uma referência a Hans von Berlepsch, ornitólogo alemão do mesmo século. Acreditava-se estar extinta, mas uma expedição ocorrida em dezembro de 2005 redescobriu-a nas Montanhas Foja, na Papua-Nova Guiné.

 Géneros

Astrapia
Cicinnurus
Drepanornis
Epimachus
Lophorina
Lycocorax
Manucodia
Paradigalla
Paradisaea
Parotia
Pteridophora
Ptiloris
Seleucidis
Semioptera

domingo, 4 de março de 2012

Pinguim


Como ler uma caixa taxonómicaPinguim
Pinguim-rei
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
Géneros
Aptenodytes
Eudyptes
Eudyptula
Megadyptes
Pygoscelis
Spheniscus
O pinguim (FO 1943: pingüim) é uma ave Spheniscidae, não voadora, característica do Hemisfério Sul, em especial na Antárctida e ilhas dos mares austrais, chegado à Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e África do Sul, entre outros. Apesar da maior diversidade de pinguins se encontrar na Antártida e regiões polares, há também espécies que vivem nos trópicos como por exemplo nas Ilhas Galápagos. A morfologia dos pinguins reflete várias adaptações à vida no meio aquático: o corpo é fusiforme; as asas atrofiadas desempenham a função de barbatanas e os pelos são impermeabilizados através da secreção de óleos. Os pinguins alimentam-se de pequenos peixes, krill e outras formas de vida marinha, sendo por sua vez vítimas da predação de orcas e focas-leopardo.
Os primeiros pinguins apareceram no registo geológico do Eocénico.
O pinguim é uma ave marinha e excelente nadadora. Chega a nadar com uma velocidade de até 45 km/h e passa a maior parte do tempo na água.
Os pinguins constituem a família Spheniscidae e a ordem Sphenisciformes (de acordo com a taxonomia de Sibley-Ahlquist, fariam parte da ordem Ciconiformes).

Índice

 

 Aspectos biológicos

 Anatomia

Pinguim no Museu Oceanográfico de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
Pinguins são muito adaptados à vida marinha. As asas vestigiais são inúteis para vôo no ar, porém na água são muito ágeis. Na terra, os pinguins usam a cauda e asas para manter o equilíbrio na postura erecta.
Todos os pinguins possuem uma coloração por contraste para camuflagem (vistos ventralmente a cor branca confunde-se com a superfície refletiva da água, visto dorsalmente a plumagem preta os torna menos visíveis na água).
Possuem uma camada isolante que ajudam a conservar o calor corporal na água gelada antártica. O Pinguim-imperador possui a maior maça corporal de todos os pinguins, o que redus ainda mais a área relativa e a perda de calor. Eles também são capazes de controlar o fluxo de sangue para as extremidades, reduzindo a quantidade de sangue que esfria mas evitando as extremidades de congelar. Eles frequentemente agrupam-se para conservar o calor e fazem rotação de posições para que cada pinguim disponha de um tempo no centro do bolsão de calor.
Eles podem ingerir água salgada porque as glândulas supraorbitais filtram o excesso de sal da corrente sanguínea.[1][2] O sal é excretado em um fluido concentrado pelas passagens nasais.

 Alimentação

Pinguins nadando.
A dieta dos pinguins dos gêneros Aptenodytes, Megadyptes, Eudyptula e Spheniscus consiste principalmente em peixes . O gênero Pygoscelis fundamentalmente de plâncton. A dieta do género Eudyptes é pouco conhecida, mas acredita-se que muitas espécies alimentam-se de plâncton. Em todos os casos a dieta é complementada com cefalópodes e plâncton.

 Reprodução

Há espécies de pinguins cujos pares reprodutores acasalam para toda a vida enquanto que outros fazem-no apenas durante uma época de reprodução. Normalmente, os progenitores cooperam nos cuidados com os ovos e com os juvenis. A forma do ninho varia, segundo a espécie de pinguim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem o ninho com pedras e outros utilizam uma dobra de pele que possuem ventralmente para cobrir o ovo. Normalmente, o macho fica com o ovo e mantém-no quente, e a fêmea dirige-se para o mar com vista a encontrar alimento. Quando no seu regresso, o filhote terá alimento e então os papéis invertem-se: a fêmea fica em terra e o macho vai à procura de alimentos.

 Espécies

Gêneros extintos

Ver também

sábado, 3 de março de 2012

Cachorros

A importância da castração

Castrar um cão ou gato é mais do que uma questão de reprodução: é uma questão de saúde. Castrando o seu bichinho você está prolongando a vida dele.
123

Como saber a idade de um cachorro?


Se você adotou um cachorro ou encontrou um na rua, você pode querer saber quantos anos ele tem. Mesmo que você não saiba que dia ele nasceu, é possível estimar a idade dele. Os dentes podem ajudar a indicar a idade de um cão. O grau de crescimento ajuda a determinar quantos anos um cão tem. E o tártaro (dentes amarelados) e destes gastos nos ajudam a estimar a idade de um cão mais velho. Claro que cada cão é um cão e o estado dos seus dentes vai dependes da saúde do cão...

Idade canina x Idade humana


Todo mundo sabe que cachorros envelhecem mais rápido que pessoas. Mas a lenda de que 1 ano do cachorro é igual a 7 anos de uma pessoa nada mais é do que lenda. Não é tão simples assim. Por exemplo, cães amadurecem bem mais rápido que uma criança no primeiro ano de vida. Então, um cão de 1 ano teria aproximadamente 15 anos "humanos", e não 7. O tamanho e a raça também influenciam no envelhecimento de um cachorro. Embora cães menores tendam a viver mais tempo que cães de...

Teste - Temperamento do filhote (Volhard)


É importante descobrir o temperamento de um filhote antes de levá-lo pra casa, justamente para que percebamos traços de personalidade que não são compatíveis com os nossos. Por exemplo, um cão dominante precisa de um dono experiente, enquanto um filhote com muita energia pode não se adaptar muito bem à um lar com idosos. Já fizemos um artigo explicando como escolher um filhote em uma ninhada. Agora vamos passar alguns testes para complementar essa escolha. Os teste abaixo...

Teste - Raça ideal


Você sabe quantas raças de cachorro existem? São mais de 600! Pra ajudar vocês nessa difícil jornada de encontrar um cachorro ideal, disponibilizamos o teste feito pela Purina. Faça agora e descubra as raças que mais combinam com o seu estilo de vida. Nesse teste, não estão todas as 600 raças, mas dá pra ter uma idéia dentre as raças mais comuns. Depois, corra para as raças que temos aqui no site para aprender mais sobre elas! Teste - Raça ideal para você...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Lontra-marinha

Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaLontra-marinha
Sea otter cropped.jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelidae
Subfamília: Lutrinae
Género: Enhydra
Espécie: E. lutris
Nome binomial
Enhydra lutris
Fleming, 1822
A lontra-marinha (Enhydra lutris) é um mamífero marinho nativo para as costas do norte e do leste do Oceano Pacífico. Lontras-marinhas adultas pesam tipicamente entre 14 e 45 kg, tornando-os mais pesados dos membros da família Mustelidae, mas entre os pequenos mamíferos marinhos. Diferentemente da maioria dos mamíferos marinhos, a forma primária de isolamento da lontra-marinha é um casaco de peles grossas, excepcionalmente, a mais densa no reino animal. Embora possa andar sobre a terra, essa lontra vive principalmente no oceano.
A lontra-marinha habita ambientes que têm grande profundidade marinha. Alimenta-se principalmente sobre invertebrados marinhos como ouriços, moluscos e crustáceos diversos, e algumas espécies de peixes. Seus hábitos alimentares são notáveis em vários aspectos. Primeiro, o uso de rochas para abrir conchas torna uma das poucas espécies de mamíferos que usam essas ferramentas. Na maior parte de seu território, é uma espécie que controla populações de ouriço-do-mar, que em grande quantidade prejudica as populações de algas. Sua dieta inclui peixes que são valorizados por humanos como alimento, levando a conflitos entre as lontras-marinhas e pescadores.
Essas lontras, cujo número foi estimado de cento e cinqüenta mil até trezentos mil, foram caçadas extensivamente para retirada de sua pele, entre 1741 e 1911, e com isso sua população caiu para no máximo dois mil. A proibição subseqüente internacional sobre a caça, os esforços de conservação, e programas de reintrodução em áreas anteriormente povoadas contribuíram para recuperação, e as espécies ocupam agora cerca de dois terços de sua escala anterior. A recuperação da lontra-marinha é considerada um sucesso importante na conservação marinha, embora as populações das ilhas Aleutas e da Califórnia recentemente tenham declinado. Por estas razões (bem como a sua particular vulnerabilidade a derrames de petróleo), a lontra-marinha continua a ser classificada como uma espécie em perigo.

 Taxonomia

A primeira descrição científica da lontra-marinha está contida nas notas de campo de Georg Steller em 1751, e a espécie foi descrita por Linnaeus em seu Systema Naturae de 1758. Originalmente chamado Lutra marina, passou por inúmeras mudanças de nome antes de ser aceito como Enhydra lutris em 1922. O nome genérico Enhydra, deriva do grego antigo en / εν que significa "na" e Hydra / ύδρα que significa "água", e os lutris palavra em latim, significando "lontra". Antigamente, era por vezes referido como o "castor marinho", embora apresente um parentesco distante com os castores. Não deve ser confundida com a lontra-marinha-do-chile ou chugungo (Lontra felina), uma espécie de lontra rara nativa da costa oeste do sul da América do Sul. Um número de outras espécies de lontras, enquanto predominantemente vivem em água doce, são comumente encontrados em habitats marinhos costeiros.

 Evolução

A lontra-marinha é o maior membro da família Mustelidae, um grupo diversificado que inclui as treze espécies de lontras e animais terrestres, como doninhas, texugos, e visons. Eles são os únicos entre os mustelídeos em que não fazem covas ou tocas, e não possui glândulas odoríferas na parte anal, além de poder viver debaixo da água por toda a vida. O único membro do gênero Enhydra, a lontra-marinha é tão diferente de outras espécies de mustelídeos, que tão recentemente quanto 1982, alguns cientistas acreditavam que era mais estreitamente relacionadas com as focas. [11] A análise genética indica que a lontra-marinha é mais próxima dos seus familiares existentes, que incluem o Hydrictis maculicollis, Lontra-européia, Aonyx capensis e a lontra-anã-oriental, um ancestral comum de cerca de cinco milhões de anos atrás.
A evidência fóssil indica que a linhagem Enhydra ficou isolada no Pacífico Norte cerca de dois milhões de anos atrás, dando origem a agora extinta Enhydra macrodonta e a lontra-marinha moderna, Enhydra lutris. A lontra-marinha surgiu inicialmente no Norte de Hokkaido e Rússia, e depois houve a propagação para o leste das Ilhas Aleutas, no Alasca, e ao longo da costa norte-americana. Em relação aos cetáceos, sirênios e pinípedes, que entraram na água cerca de cinquenta milhões de anos, quarenta milhões de anos, e vinte milhões de anos atrás, respectivamente, a lontra-marinha é um parente recém-chegado. Em alguns aspectos, porém, a lontra-marinha é mais plenamente adaptada à água, mas deve ir para a terra ou gelo para dar à luz.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

os mais bonitos animais marinhos

Todo animal tem uma beleza própria, que o torna fascinante. Alguns animais, porém, são tão bonitos que se destacam. Confira algumas imagens incríveis de animais marinhos e escolha o seu preferido:

As focas vivem nas costas da América do Norte, da Europa e da Ásia. Seus bigodões são usados para que elas consigam sentir o movimento das suas presas (camarões, lulas e peixes). A foca da foto é a Amélia, que vive em um aquário de Boston, nos EUA.

Os filhotes de foca, enquanto filhotes, são peludos e branquinhos – só depois de amadurecerem que eles ganham os pêlos cinzentos.

Apesar de polvos serem assustadores – eles não têm ossos e têm oito braços enormes cheios de ventosos – dependendo do ângulo eles podem ser muito bonitos. Além disso eles são os mais inteligentes dos invertebrados (e não apenas por causa do polvo Paul, que previu os resultados da copa).

As tartarugas verdes podem nadar enormes distâncias sem se alimentar – normalmente o local onde elas se alimentam e onde elas botam os ovos são muito distantes. Devido à pesca e à busca pelos ovos da tartaruga elas estão entrando em extinção. Além disso a poluição marinha é um grande problema para elas.

Esse bichinho não é um filhote de urso polar, mas sim uma lontra bebê. Eles nadam por aí com as barrigas para cima, equilibrando pedaços de peixe nelas enquanto mastigam o lanche. As lontras também são fonte de preocupação para organizações ambientalistas já que elas costumavam (e ainda costumam, mas em menor escala) ser caçadas pela sua pele.

Você pode estar pensando “claro que a lista não estaria completa se os golfinhos não estivessem presentes nela” mas esse, na verdade, não é um golfinho: é uma beluga, uma espécie de baleia que vive nas águas geladas do ártico. Elas são muito sociáveis e viajam em bando.

Até mesmo os tubarões, que são conhecidos por serem verdadeiras máquinas assassinas podem ter seu charme. Os adultos dessa espécie podem chegar a um metro de comprimento, mas seus filhotes até parecem brinquedos. Eles abundavam no Mediterrâneo, mas agora estão quase extintos.

Agora sim os golfinhos. Os golfinhos nariz de garrafa são uma das mais amadas espécies marinhas por terem esse sorriso constantemente estampado em seus focinhos. Eles são muito inteligentes e essa inteligência vai além dos shows em parques aquáticos – eles recentemente foram treinados para encontrar minas dentro dos mares e indicá-las a humanos. [Our Amazing Planet

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bisonte-europeu

Como ler uma caixa taxonómicaBisonte-europeu
Bison bonasus (Linnaeus 1758).jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Bovinae
Género: Bison
Espécie: B. bonasus
Nome binomial
Bison bonasus
(Lineu, 1758)
Distribuição geográfica
Área de distribuição
Área de distribuição
Bisonte-europeu ou bisão-europeu (Bison bonasus), também conhecido como wisent, é o maior mamífero terrestre da Europa. Um indivíduo típico desta espécie mede 2,9 metros de comprimento e entre 1,80 a 1,90 de altura, pesando de 300 a 920 quilogramas. É menos corpulento que o bisão-americano (Bison bison). O seu cabelo no pescoço e na cabeça é mais curto que o do bisão-americano.

Habitat

O bisonte-europeu é um animal típico de florestas. Ao longo de sua distribuição histórica sofria a predação de lobos, ursos, tigres (no Cáucaso e sudoeste da Rússia) e leões (na Grécia e países adjacentes).

Quase extinção

O bisonte na antiguidade habitava uma vasta área que se estendia desde as ilhas Britânicas e a Península Ibérica a Sibéria Ocidental e da Escandinávia ao Cáucaso e noroeste do Irã. Alguns deles foram utilizados no Coliseu de Roma, aonde enfrentavam gladiadores ou mesmo outros animais como leões e ursos. Porém, devido à ação humana em seu habitat, sua distribuição foi diminuindo ao longo da história, chegando no começo do século XX à beira da extinção.
No século XII já se encontravam extintos em quase toda a Europa Ocidental, sobrevivendo apenas nas Ardenas, aonde viveram até meados do século XIV. No leste os bisontes viviam sob a proteção de alguns soberanos locais, tais como reis poloneses, khans tártaros, príncipes lituanos e czares russos. Em meados do século XV o rei Sigismundo, o Velho da Polônia instituiu pena de morte para a caça do bisão. Apenas os nobres podiam caçar o bisão, o que lhe assegurou por um bom tempo uma sobrevivência aceitável na Europa Oriental.
Bisão-europeu no Parque Nacional Bialowieza
Na Primeira Guerra Mundial muitos dos bisontes ainda restantes foram mortos para alimentar os soldados na frente de batalha. Em 1919 o último bisão selvagem na Polônia foi morto e em 1927 o último bisonte selvagem no mundo foi morto por caçadores no Cáucaso Ocidental. Naquela época restavam menos de 50 indivíduos, todos em zoológicos.
A partir de 1951 foram reintroduzidos com sucesso alguns bisontes criados em cativeiro. São encontradas manadas livres no Cáucaso Ocidental na Rússia e no Parque Nacional Bialowieza na Polônia, Bielorússia e Ucrânia. Zoológicos em 30 países também têm alguns indivíduos. Em 2000, havia 3000 indivíduos, todos descendentes de apenas 12 indivíduos. Devido à seu limitado patrimônio genético, eles são considerados extremamente vulneráveis a doenças.
Em 1996 a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais classificou o bisonte-europeu como espécie em perigo.

 Ver também

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Falcão-peregrino

Como ler uma caixa taxonómicaFalcão-peregrino
Accipiter gentilis -injured Goshawk.jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae
Género: Falco
Espécie: F. peregrinus
Nome binomial
Falco peregrinus
Tunstall, 1771
Distribuição geográfica
██ Nidificação migrante ██ Nidificação residente ██ Invernação migrante ██ Visitante de passagem
██ Nidificação migrante
██ Nidificação residente
██ Invernação migrante
██ Visitante de passagem
O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é uma ave de rapina diurna de médio porte que pode ser encontrada em todos os continentes excepto na Antártida. A espécie prefere habitats em zonas montanhosas ou costeiras, mas pode também ser encontrado em grandes cidades como Nova Iorque. Na América do Sul, ele só surge como espécie migratória, não nidificando aqui. Como ave reprodutora, é substituído na América do Sul por uma espécie similar e um pouco menor, o falcão-de-peito-laranja.

Índice

 

 Estatuto de conservação

A nível global é considerado pouco preocupante (LC).[1]
Em Portugal é considerada vulnerável (VU).[2]

 Protecção legal

Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de Abril, Transposição da Directiva Aves 79/409/CEE de 2 de Abril de 1979, com a redacção dada pelo Decreto-Lei nº 49/2005 de 24 de Fevereiro – Anexo I
Decreto-Lei nº 316/89 de 22 de Setembro, transposição para a legislação nacional da Convenção de Berna – Anexo II
Decreto-lei nº 103/80 de 11 de Outubro, transposição para a legislação nacional da Convenção de Bona – Anexo II
Decreto-Lei nº 114/90 de 5 de Abril, transposição da Convenção e Washington (CITES)
Regulamento CE nº 1332/2005 de 9 de Agosto (alteração ao Reg. CE nº 338/97 de 9 de Dezembro) – Anexo I-A

 História evolutiva

O que diferencia os falcões das demais aves de rapina é o fato de terem evoluído no sentido de uma especialização no voo em velocidade (em oposição ao voo planado das águias e abutres e ao voo acrobático dos gaviões), facilitado pelas asas pontiagudas e finas, favorecendo a caça em espaços abertos – daí o fato dos falcões não serem aves de ambientes florestais, preferindo montanhas e penhascos, pradarias, estepes e desertos.

 Morfologia

 Morfologia Externa

O falcão peregrino é uma ave de médio porte, corpo compacto, pescoço curto e cabeça arredondada com grandes olhos negros. Na Península Ibérica, o comprimento do falcão peregrino varia entre os 40 e os 50 cm, o peso médio de um macho adulto rondará as 600 gramas e o de uma fêmea anda à volta das 900 gramas.
A perfeita e rápida locomoção no ar deve-se a diversas adaptações. Sendo uma ave, o seu corpo é revestido com penas, que têm origem na epiderme, as quais têm uma função isoladora e são impermeáveis. No geral, as penas apresentam uma cor azul-acinzentada com listas escuras, sendo as das asas rígidas e as restantes bem justas ao corpo. Na cabeça têm uma coroa preta, a cauda tem pontas brancas e a sua barriga esbranquiçada apresenta pintas. As asas apresentam uma envergadura entre os 80 e os 115 centímetros. A sua cauda é curta, ao contrário das suas asas que são longas e ponte agudas, e as patas estreitas e longas. Todo o seu corpo se encontra bem adaptado às suas performances de voo.

Dimorfismo sexual

As suas dimensões variam consoante a sua subespécie e o macho é menos corpulento do que a fêmea (dimorfismo sexual). Ela, mais corpulenta e cinzenta; ele, mais franzino do que a fêmea, escuro e desconfiado.

 Ecologia

Falcão-peregrino pousado num navio, enquanto come.
Falcão-peregrino progenitor com cria num ninho.
Falcão-peregrino adulto no ninho.

 Actividade

Esta ave possuí hábitos diurnos, apesar de por vezes também apresentar atividades noturnas.

 Hábitos alimentares

É uma espécie ornitófaga, isto é, alimenta-se quase exclusivamente de outras aves, que alcança facilmente no voo. Na maior parte dos casos, a composição da dieta reflecte a composição da avifauna existente na sua área vital. É uma das mais rápidas aves, o seu mergulho chega a 300 km/h. O choque que a presa leva ao ser atingida em pleno voo pelas garras do peregrino é tão forte que morre instantaneamente. A sua presa de eleição é o Pombo-da-Rocha (Columba livia), que frequentemente constitui mais de 50% da dieta.
Este facto dever-se-á não apenas à abundância de pombos, como ao facto destes constituírem uma refeição altamente energética e de dimensões óptimas para a caça e transporte em voo. Caça usualmente sozinho, podendo também haver uma cooperação entre pares.
Requer extensos campos abertos para caçar, incluindo biótopos estepárias, zonas húmidas e arribas costeiras. Caça também nas proximidades de encostas escarpadas e falésias aproveitando a surpresa e o desnível para alcançar as suas presas em voo.
Como ave que freqüenta ambientes urbanos atrás de presas como os pombos, o falcão-peregrino às vezes não pode consumir as aves que abate por conta do tráfego de pessoas e viaturas; em Santos, no litoral paulista, é comum achar pombos mortos abatidos por falcões-peregrinos migratórios (Falco peregrinus tundrius) e abandonados na via pública. Note-se também que, no que diz respeito à escolha de suas presas, o falcão-peregrino é oportunista, caçando quaisquer aves presentes na sua área de ocorrência: nos manguezais de Cubatão, por exemplo, caça inclusive exemplares juvenis de guará (Eudocinus ruber).

 Reprodução

A reprodução do falcão é sexuada, isto é, realiza-se com a intervenção de um macho e de uma fêmea. Esta ave é um animal ovíparo, porque se desenvolve dentro de um ovo e fora do corpo materno. Neste caso, o embrião alimenta-se das substâncias nutritivas de reserva que estão no interior do ovo.
Geralmente, o falcão peregrino põe os seus ovos (103 ovos) num penhasco, muitas vezes sem ninho e são incubados pelo casal de pais durante um mês. Durante esse mês, embora os dois progenitores cacem, é normalmente a fêmea que leva a comida para o ninho e, quando isto não acontece, o macho apenas vai depositar a captura para que a sua companheira trate da prole.

Comunicação

Os falcões emitem uma notável variabilidade de sons dependendo das situações, do sexo e da idade. Todos eles são combinações de sons mais ou menos largos e mais ou menos agudos.

Habitats

Nidifica em arribas marítimas, também em ilhas rochosas ou em precipícios em zonas montanhosas, e ao longo de vales de rios. Dado a sua adaptabilidade, e em situações sem perturbação, encontra-se por vezes em estruturas altas e inacessíveis construídas pelo Homem , como torres, ruínas, antenas e pontes. Evita zonas com intensa actividade humana, ou florestas densas, pântanos com vegetação densa, extensas áreas de planície e zonas agrícolas, e áreas cobertas e extensas de água. No Inverno o Falcão-peregrino está associado a zonas abertas com abundância de presas. Dormem de noite em sítios abrigados, em superfícies rochosas, e às vezes recorrem também a árvores.
Antes da postura, o casal dorme junto no penhasco escolhido para nidificar e durante a incubação o macho dorme noutro lugar.

 Inimigos naturais

O falcão-peregrino é muita vezes vítima de outras aves de rapina que roubam as suas presas, à semelhança dos leopardos, que muitas vezes vêem a sua refeição assaltada por hienas. Como predador solitário, o falcão não pode arriscar morrer de inanição por ferimentos obtidos numa luta por uma presa já abatida.

 Longevidade

A maior esperança de vida conhecida de um falcão em cativeiro é de 25 anos.

 Distribuição

Espécie cosmopolita no Mundo, só não existindo na Antártida. Ocorre em grande parte da Euroásia e nidifica na maioria dos países europeus. As populações do norte e do leste do Paleárctico Ocidental são fundamentalmente migradoras, enquanto que as do sul e do oeste são sedentárias, com as populações intermédias movimentos nómadas e dispersos, em particular as mais setentrionais.
Em Portugal, o falcão-peregrino tem uma distribuição bastante alargada, embora dispersa, que compreende grande parte da região Norte e a parte central da região Centro e ainda as arribas marinhas de Portimão-Alvor até Sines, da serra da Arrábida até ao Cabo Mondego, não ocorrendo ou sendo raro na restante área.
Na faixa costeira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), encontra-se uma boa percentagem das aves que vivem em Portugal. Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), há apenas 79 a 100 casais de falcões-peregrinos em Portugal.

 Fatores de ameaça

  • Envenenamento com insecticidas organoclorados como o DDT.
  • O abate a tiro, nomeadamente na caça aos pombos nas falésias marinhas e a diminuição desta presa potencial poderão também ter contribuído para o declínio destes falcões no passado.
  • O roubo de ovos para coleccionismo e de crias para falcoaria já deverá ter tido mais importância, mas não deixa de merecer ainda assim preocupação.
  • A mortalidade por electrocussão ou colisão em linhas de transporte de energia é uma realidade em Portugal.
  • Pode ser afectado por morbilidade e mortalidade causadas por doenças transmitidas pelos pombos.
  • A destruição e degradação de habitat, a abertura de acessos perto de fragas inferiores e falésias marinhas, bem como o aumento da perturbação causada por várias actividades de turismo e lazer na proximidade dos ninhos, poderão levar ao abandono ou inviabilizar a recolonização de antigos territórios.

 Caso DDT

O falcão-peregrino é muito sensível ao envenenamento com inseticidas organoclorados como o DDT, com os quais entra em contacto através da gordura de suas presas, e que provocam enfraquecimento da casca de seus ovos e esterilidade. O uso do DDT afectou gravemente as populações residentes na Europa ocidental e América do Norte durante as décadas de 1950 e 1960. A situação foi invertida com o banimento destes compostos das práticas agrícolas e pela liberação na natureza de indivíduos criados em cativeiro. Segundo Helmut Sick, este esforço de recuperação por liberação de animais criados em cativeiro (alguns mestiços de subespécies diferentes) reduziu a intensidade da migração de falcões do leste da América do Norte para o Brasil, já que parte das populações recuperadas perdeu o hábito migratório. Os falcões-peregrinos presentes no Brasil entre outubro e abril, durante o inverno boreal, pertencem à subespécie F. p. tundrius, mais ártica; outra subespécie norte-americana, F. p. anatum, é residente, não migrando para a América do Sul. Contudo, desconhecem-se efeitos nesta espécie dos pesticidas actualmente utilizados em Portugal.

 Medidas de conservação

  • Reavivar e intensificar campanhas de sensibilização e de conservação da fauna, em particular das aves de rapina e outros predadores, dirigidas a caçadores, guardas e gestores de caça, afim de minimizar ou erradicar o abate ilegal e roubo de ninhos;
  • Sensibilização dos agricultores para a adopção de boas práticas agrícolas, tanto em termos da racionalização no emprego dos pesticidas, como da utilização preferencial pela luta integrada e de produtos de mais rápida e inofensiva degradação;
  • Reforço da fiscalização e uma aplicação mais efectiva da lei, relativamente às infracções e crimes contra a natureza e as aves de rapina em particular. Neste aspecto, não devem ser esquecidos a fiscalização e um controlo apertado sobre animais comercializados e utilizados em falcoaria e cetraria, nomeadamente sobre as suas proveniências;
  • Incentivo ao recurso mais generalizado das medidas agro-ambientais junto a proprietários e produtos agrícolas, de modo a ser mantida a agricultura e pecuária extensivas, pastagens e pousios;
  • Condicionamento temporal do acesso e das actividades nas proximidades dos locais de ninhos e sensibilização do público em geral e dos praticantes de desportos radicais, em particular, para a conservação das espécies rupícolas ameaçadas e minimização da sua perturbação